04/10/2007 10:50
O novo macho
Será que a tal "batalha de sexos existe" ? Este era o tema do debate que participei com o jornalista e escritor Ubiratan Muarrek na Fnac da Barra. Ele divulgando o seu livro a" A corrida do membro" e eu, o meu " O que pensam as mulheres". Antes de mais nada, quero dizer que adoro essa coisa de "debater a relação", mas sempre achei que os homens detestassem. Não o Ubiratan. Ele adora. E mostrou que o lado "forte" já pode começar a expor em suas "fragilidades" sem virar fumaça."Os homens da minha geração estão perplexos com essas mulheres que saem da relação porque acham que ela não está funcionando mais..." , me disse com olhos espantados, "elas são muito mais fortes do que nós", afirmou na posição de macho oprimido. Oprimido?! Hum...essa é nova para mim. Meninas, e aí? Vamos pegar leve ou não? Você decide.
enviada por Márcia Peltier
23/09/2007 12:20
Boff e a Quântica
O meu texto sobre "Reinventando a quântica" suscitou, digamos assim, muita polêmica entre alguns estudiosos do assunto. Decidi, então, publicar o e-mail que meu querido amigo, o escritor - filósofo e teólogo - Leonardo Boff me escreveu, para encerrar este tema. Boff é uma das mentes mais brilhantes da atualidade. Seus livros são traduzidos em diversas línguas e estão entre os mais vendidos no Brasil e no exterior. Como professor palestrante de renomadas universidades nos EUA e na Europa, Boff é um pensador que transita pelos quatro cantos do mundo, reverenciado por seu conhecimento e capacidade analítica.
"Minha querida comadre Marcia,
Li seu artigo e o achei normal dentro de uma compreensão possível da mecânica quântica. Niels Bohr, um dos formuladores da mecânica ou física quântica, costumava repetir:’”se alguém diz que entendeu a física quântica, é sinal que não a entendeu”. A intuição básica da compreensão quântica é reconhecer que a realidade dada é a concretização de uma possibilidade entre outras tantas que existem. O princípio de indeterminação de Werner Heisenberg que junto com Bohr construíu teoricamente a física quântica (fui aluno dele no último semestre que deu na Universidade de Munique em 1967) afirma que a realidade nunca está totalmente definida. Ele permite várias bifurcações pois se constitui num feixe de virtualidades que podem se realizar ou não. Cada pessoa contem dentro de si estas virtualidades. Por isso que as pessoas podem ser, ao longo da vida, muitas coisas. O mesmo ocorre com os universos paralelos. Há uma teoria cosmológica, sustentada pelo astrofísico Stephen Hawking, que o nosso mundo é um dos muitos possíveis. A teoria das cordas permite esta hipótese. Assim pode bem ser que um outro mundo pode existir paralelamente ao meu. Onde se encontra minha mesa e meu computador, num outro nível, pode haver uma floresta ou um oceano. Isso não é incompatível com a nova cosmologia que inclui a física quântica. Você está certa quando afirma tal coisa.
Você tirou desta compreensão a conclusão correta. Devemos prestar atenção às virtualidades que podem se oferecer a nós. Podemos realizá-las ou não. Depende de nossa atenção. Bem dizia um pré-socrático: “ Você deve estar atento ao inesperado, porque se não estiver atento, ele pode passar por você sem o perceber e assim não se realizar".
L.Boff
enviada por Márcia Peltier
12/09/2007 12:06
Reinventando na quântica
Nem tudo que lemos, nem tudo o que vivemos, deveria ser compreendido como uma realidade absoluta.O mundo é quântico e muitas realidades podem estar em um mesmo lugar. Conheci, há uns quinze anos, uma médium que era também física quântica. Ao ver a minha perplexidade ante a sua formação intelectual e a sua ação em um centro espírita, ela me disse, tranquilamente, que era apenas um "canal de comunicação aberto com o mundo espiritual" e que a nossa realidade era multipla. Para exemplificar, explicou que podíamos estar "sentados numa sala e o mesmo lugar poderia ser também uma floresta ou um oceâno". O significado de "quântico" está em alta, atualmente. Fala-se em até um revolucionário "computador quântico" que nos daria possibilidades e não apenas respostas objetivas do tipo sim ou não. "O mundo é quântico"! Já li e ouvi essa declaração, várias vezes, na boca de cientistas e estudiosos. Para mim , sem dúvida alguma, quântica também é a nossa capacidade de nos inventarmos como pessoa. A nossa capacidade de sermos o que quisermos. O mundo moderno nos dá todas essas chances. Só precisamos ficar atentos e disponíveis, internamente, para que as oportunidades não passem por nós sem serem percebidas.O mundo, hoje em dia, é tão amplo que pode ter lado a lado, o mais moderno pensamento em matérias como a Física Quântica em total harmonia com o mundo espiritual. Basta abrirmos bem os olhos e a mente. Está tudo aqui.
enviada por Márcia Peltier
11/09/2007 00:01
A pior "traseira"
Acabei de ver a capa de uma revista americana de celebridades com os melhores "tanquinhos " e as piores B-U-N-D-A-S da turma. É isso mesmo. A capa é um massacre total!! Os homens até que se saem, razoavelmente, bem, mas as mulheres... é uma maldade só.Quem ganhou o título de "a pior traseira" - de dar dó, gente - foi a Britney Spears. O que essa moça está fazendo para se auto-destruir, com apenas 22 anos, é digno de pena! Mas a imprensa, claro, não larga do pé. Pois não estou eu mesma falando sobre ela?! A verdade é que essas "meninas maluquinhas de ouro"- tipo Paris Hilton e Lindsey Lohan - vendem bem na mídia. Para mim, elas são é canibalizadas, todos os dias, mas adoram tamanha exposição. É como uma droga, um vício. Infelizmente, o doente sempre quer mais....triste, não?
enviada por Márcia Peltier
03/09/2007 13:43
Maternidade marqueteira
Li que um casal de chineses quer dar ao filho o nome de @. É isso mesmo. @. E que , em chinês, o símbolo seria traduzido por "ame-o". A justificativa para tal absurdo, dizem os pais do rebento, é que além do significado gracinha, milhões de pessoas mandam e-mails umas para as outras, diariamente...bonito, não? Sinceramente. Tenho mais pena dessa criança do que daqueles que têm nomes esdrúxulos como o famoso " Um Dois Três de Oliveira Quatro". Ser chamado de Arrouba sem dúvida bate nomes como Apple ( maçã em inglês) filha da atriz Gwyneth Paltrow; ou Shiloh ( paz em hebraico) nome da filha de Brad Pitt e Angelina Jolie ; ou mesmo a pobrezinha da Suri ( rosa vermelha em persa?!) filha de Tom Cruise. No Brasil não ficamos atrás. Temos a Yaclara da Mônica Carvalho e outras pérolas mais como Riroca e Gléguer, enfim...Gente, porque será que esta turma famosa não pode dar nomes normais à prole? Será que tudo é marketing? Será que a própria maternidade não basta, e eles têm que proclamar na mídia que colocaram no mundo um ser superdiferente dos demais porque eles são "demais"?! Socorro!!!!
enviada por Márcia Peltier
30/08/2007 20:18
Competência até no amor?
Sei que falar em amor eterno ou romântico mexe com as pessoas. Como poderia ser de outra forma? Todos nós, homens e mulheres, temos a fantasia de que viemos aqui para encontrar aquele alguém que nos faça sentir que somos especiais. E é interessante ver como é sempre o "outro" que valida essa experiência. Sei que terapeutas enfatizam a importância de sabermos ficar sozinhos. O "profissional da emoção" precisa colocar os pés do paciente no chão e quebrar a dependência que, muitas vezes, é o motivo do inferno em que a pessoa se meteu. A teoria está certíssima. Até acredito que alguns conseguem viver essa "independência emocional" sem sofrer demais, sentindo que estão integrados no mundo a seu modo e pronto. Mas a verdade é que por mais que a teoria abençoe esse novo ser humano - que acredita que pode ser feliz apenas consigo mesmo - que "gosta" deste tipo de independência ou solidão, seja lá o nome que você der, a realidade me mostra cada vez mais pessoas a procura de seu par! E em todas as idades. O amor virou não só um artigo de luxo mas um bem desejado, um símbolo de sucesso pessoal. " Eu tenho alguém!" não é mais só uma exclamação do enamorado. Em nosso mundo consumista, competitivo e volátil, "ter" alguém virou quase um símbolo de nossa capacidade pessoal, algo como um sêlo de garantia de "competência no amor".
enviada por Márcia Peltier
27/08/2007 19:17
Amor romântico?!
É incrível como a busca pela felicidade passa sempre pelo encontro da "cara-metade" em nossa sociedade. Também acho incrível como cada vez mais jovens se casam com a promessa de "amar até que a morte os separe". Outro dia, em uma conversa entre amigos, um deles contava que seu filho de quase trinta anos não pensava em se casar tão cedo. E, como argumento, dizia: " Antigamente as pessoas viviam menos, hoje, a média é de oitenta anos. Como é que vou prometer amar alguém por cinquenta anos ou mais?" Reconheço que faz todo o sentido, mas quem disse que o coração aceita esse tipo de razão? Vejo isso nos amores relâmpagos dos artistas e nas promessas feitas em altares e chego a seguinte conclusão: mais do que amar, o ser humano está sempre querendo acreditar no sonho do amor romântico e eterno. Será que isso traz mesmo a felicidade ou leva a uma terrível frustração por não alcançá-lo?
enviada por Márcia Peltier
10/08/2007 18:27
Os dois lados da moeda
Hoje li várias notícias sobre cães. Os que atacaram um idoso em Campo Grande, outros que atacaram um homem em MG, as três crianças que foram mordidas por cães ferozes, a da criancinha que quase morreu na boca de um rotweiler e foi salva por um vizinho, a da idosa quase dilacerada pelos cães da família, enfim, histórias trágicas e traiçoeiras que envolvem cães de raças conhecidas por sua força e ferocidade. Pode até acontecer de um animal ter um instinto ruim, mas na maioria das vezes, acredito, esses animais são tratados como "feras" e acabam agindo como tal. Em compensação, li também que o cão labrador Jake - aquele que salvou muitas vidas nos escombros de 11 de setembro - morreu hoje de câncer. E que um basset deu sua vida ao lutar contra um pitt bull para salvar uma criança. Outra notícia tocante, foi a de um cãozinho chihuahua, picado por uma cobra venenosa quando defendia um bebê de um ano. Enfim, atos heróicos que mostram que os animais também podem ter um coração de ouro. E que problemas com a agressividade de algumas raças têm que ser procurados primeiro nos donos e só depois, nas "feras"...
enviada por Márcia Peltier
09/08/2007 14:24
Juventude transviada
Toda vez que leio notícias sobre jovens espancados ou atropelados em saídas de bares, festas ou boates fico perplexa com a qualidade de vida dos agressores. Na maioria das vezes, esses "marginais" são pessoas de classe média, com alguma instrução mas sem nenhuma noção de civilidade. As agressões são sempre por coisas estúpidas ou motivos fúteis, na mais perfeita mistura de seres machistas e trogloditas. A hora é, também, sempre a mesma, durante a madrugada quando a galera já consumiu muitas drogas e bebidas. Os lugares onde acontecem os problemas também são sempre bem conhecidos de todos, seja no Rio ou em qualquer cidade com vida noturna agitada. Em algumas cidades, tanto aqui como no exterior, para diminuir a violência, bares e casas noturnas são obrigados a fechar a partir de um determinado horário. E isso, apesar da gritaria de muita gente, diminuiu a violência nessas regiões. E você, o que acha dessa medida? Poderia melhorar o quadro de agressões em nossa cidade?
enviada por Márcia Peltier
05/08/2007 10:35
Vivendo essa energia
O Pan acabou, mas o que ouço das pessoas que encontro é que a energia daqueles dias modificou a cidade. Modificou a própria perspectiva dos cariocas em relação ao que podem esperar do seu dia-a-dia. De tudo o que deve e pode ser melhorado. Foi como se todos nós descobríssemos - ou pelo menos muita gente - que não devemos perder a esperança de que o Rio poderá voltar a ser a Cidade Maravilhosa que todos queremos e merecemos. Para mim, que sempre lidei com o avesso dessa "moeda" no meu trabalho - como as notícias sobre a criminalidade, por exemplo - o Pan me deu um grande alento. Me emocionei com as conquistas de nossos atletas, com o nosso povo e com a nossa cidade. Obrigada a todos vocês que acreditaram e viveram esta emoção.
enviada por Márcia Peltier
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